O que são crenças?

Crenças são tudo aquilo em que acreditamos. Por acreditarmos profundamente nelas, as crenças passam a fazer parte de nossas vidas e de alguma forma dão sentido a quem somos. Algumas delas nos foram passadas de gerações anteriores, outras foram criadas em tenra idade (quando éramos muito jovens) e outras continuam sendo criadas em nossas interações pessoais e profissionais todo santo dia! E existem ainda aquelas que adquirimos em função da cultura e do meio em que fomos criados. Independente de quando e como lhes construímos, o que importa aqui é que somos nós que, consciente ou inconsciente, formatamos essa crença. Mesmo que isso seja bem desagradável de aceitar!

É importante compreender que toda crença limitante tem sua origem em aspectos conscientes e inconscientes, ou seja, conseguimos nos lembrar da origem de algumas crenças que acreditamos ao lembrar da fala de nossos pais, por exemplo, mas não conseguimos muitas vezes perceber as influências emocionais que mantém aquela crença em momentos em que nos sentimos ameaçados em determinada situação.

Mas as crenças são boas ou são ruins?

Ironicamente, as crenças não são nem boas e nem ruins. Perguntar isso é equivalente a perguntar se a energia elétrica é boa ou ruim. No caso da energia elétrica ela se torna boa quando podemos tomar um bom banho quente ou ligar nossos aparelhos eletro-eletrônicos, mas pergunte para alguém que teve uma corrente elétrica circulando em seu corpo, por menor que tenha sido essa corrente, e talvez a resposta seja: não foi nada bom! O que importa então é o bom uso que fazemos e os resultados que alcançamos com a energia elétrica. E é assim também com nossas crenças, o que importa são os resultados que temos conseguido com nossas crenças e não necessariamente o rótulo que damos a elas.

Com essa mudança de perspectiva nosso foco deixa de ser as crenças e passa a ser os resultados que conseguimos ao utilizar essas crenças nas nossas relações e nas nossas vidas. Podemos concluir, então, que não existe realmente nenhuma crença que só tenha aspectos positivos ou negativos. Usualmente ela carrega os dois extremos, porém tudo depende de quem e de que uso será feito com tais crenças.

Esforço versus resultado

Focar nos resultados e não nas crenças pode soar estranho, vamos analisar uma crença considerada “boa” e altamente desejável por muitos e outra considerada “ruim” por ser confundida como falta de ambição.

Imagine que você acredita que consegue ser um profissional competente, se você acredita, isso é uma crença que você possui e que talvez sempre a tenha visto como algo “bom”. Mas daí você conquistou um bom emprego, desempenhou um bom papel profissional que lhe rendeu um alto cargo e um bom salário. Parece uma ótima crença, não? Mas e se essa crença fizer com que você deixe de lado todos os outros aspectos da sua vida pessoal? Simplesmente abrir mão de tudo o que não seja profissional. Amigos, família, saúde, lazer! Será que a crença continuará a ser saudável para você por muito tempo? Parece que não!

Por outro lado, se você acredita que não precisa ser um milionário e vive uma vida que, para você, está ótima dentro dos padrões que você estabeleceu para si e para sua família, que mal há nisso? Seria isso uma crença ruim? Falta de ambição? Para quem acredita e vive assim obviamente que a resposta seria não, porém para muitos que rodeiam essa pessoa, incluindo parentes e amigos, essa crença poderá ser vista como falta de iniciativa ou de ambição!

Novamente devemos observar os resultados! Quando eles se mostram obsoletos ou o saldo já não compensa (o esforço que precisamos fazer é muito grande pelo que estamos colhendo) é hora de mudar! Mudar o que? Nossa vida! Mas para mudar nossa vida precisamos mudar nossa atitude. E para isso necessitamos mudar nossos hábitos. Mas nossos hábitos são orientados pelos nossos paradigmas que muitas vezes têm sua origem em nossas crenças!

Ciclo Crenças

O que são Crenças Limitantes?

Crenças limitantes são limites impostos por nossas crenças a nós mesmos. Sendo assim, naturalmente o tamanho do seu sucesso, o tamanho da sua conquista, do seu amor próprio e o tamanho de qualquer coisa ligada a você, está sendo limitado por aquilo que você mesmo acredita que seja possível.

Como exemplo profissional podemos utilizar um gestor que esteja acostumado a gerenciar milhares de reais e que, talvez, não se veja pronto para gerenciar centenas de milhares de reais ou até mesmo milhões de reais. Até que consiga ampliar um pouquinho a percepção que tem sobre isso, irá ficar limitado ao modelo mental que possui hoje e dificilmente se arriscará a assumir novos desafios. Se esse gestor for dono do seu próprio negócio correrá grande risco de se auto-sabotar impendindo sua empresa de crescer por um limite que é apenas seu. Parece loucura, mas funciona como um relógio.

De um jeito ou de outro, estamos sempre cercados por crenças que em um sentido mais amplo, nos limitam, afinal quando escolhemos um caminho, descartamos outros, quando alcançamos um patamar em nossas vidas isso passa a ser um novo limite. Cada estágio alcançado significa um novo limite, um novo patamar, um novo começo. E isso é muito bom desde que tenhamos consciência disso!

Mas seria isso ruim? Retornamos ao mesmo questionamento feito às crenças. O limite não é necessariamente bom ou ruim. Depende novamente dos resultados que estamos alcançando e do preço pago para essa conquista. Ao invés de um peso isso se torna uma excelente oportunidade – só depende de nós mesmos ampliarmos nossos limites (se assim o desejarmos).

Crenças Limitantes

Porque precisamos de limites?

Os seres humanos necessitam de limites para se estruturar. O problema não é o limite e sim quando ficamos presos a ele, ou em outras palavras aquela crença passa a ser o único jeito, o único caminho possível, a única alternativa. Dai criamos uma cristalização e uma rigidez frente aos fatos que contrariam nossas crenças. Um pai que tem uma crença de que o “mundo é mal!” pode fazer bom uso dessa crença visando proteger seus filhos, porém, se ele acreditar que essa é a única forma de ver o mundo, então possivelmente seus filhos sofrerão um bocado, principalmente na hora que esses filhos forem se aventurar no mundo. Novamente devemos observar os Resultados!

Sendo assim podemos e devemos ampliar nosso olhar sobre esses limites impostos por nossas Crenças. Isso é normal, faz parte da psiquê humana e é até salutar. Precisamos de limites para sobreviver nesse mundo, afinal a cada decisão que fazemos utilizamos nossas crenças. Confundir limites que hoje nos auxiliam com limites que nos prejudicam é que passa a ser o problema. Se limitar àquele estágio alcançado, àquela forma de viver a vida é que passa a ser um problema!