O limite só você pode determinar!

A partir do momento que assumimos que sabemos o que é correr 40km (uma nova crença), um novo limite se estabelece. Naquele momento, sabemos que é isso que conseguimos, mas isso não quer dizer que ficaremos presos a essa crença, pode ser que daqui a pouco nós possamos ir em frente um pouco mais, correr alguns quilômetros a mais.

Entretanto, é inevitável que nós só reconheçamos a visão de mundo na qual já trafegamos, nós reconhecemos aquelas estradas por onde nós já passamos (podemos até não lembrar bem), mas é irrevogável que nós sempre estejamos presos a uma visão de mundo. Estamos condicionados àquilo que nós reconhecemos.

Então, como empresários e tendo uma empresa que está indo bem, com centenas de milhares de reais, é isso que nós reconhecemos nesse universo.

Aquela máxima, se eu não sou um bilionário, eu não sei o que é ser um bilionário. Eu posso vir a ser? Eu posso. Só que se eu tenho uma crença limitante e se ela for mais forte do que minha própria motivação, aí ela começa a ser um problema para o meu dia a dia.

“Você tem consciência hoje somente daquilo que você já experimentou. É o máximo que você conhece e o máximo que você acreditará que consegue!”

Você leva uma vida normal, mas não para pra pensar porque alguém que você conhece é capaz de atingir determinados objetivos e você não? Existem alguns momentos na vida que são chamados pontos de viradas. Como exemplo podemos citar o nascimento de um filho, que começa a modificar o caminho de sua vida, ou a conquista de um objetivo profissional como uma promoção, e aí em algum momento cai a ficha:

“Epa, peraí, se aquele cara pode, por que eu não posso?”

Então, o primeiro ponto é sempre reconhecer que as crenças limitantes estão presentes. Apesar desse nome conter um aspecto negativo, ela acaba não sendo nem boa e nem ruim, ela apenas existe.

Você tem crenças limitantes porque nesse momento é o estágio que você reconhece. Se você se reconhece assim, e talvez se você não tivesse essas crenças limitantes, que estão muito ligadas ao aspecto egóico, você “enlouqueceria”. No estágio que você se encontra, você enxerga que só consegue gerenciar milhares de reais ou correr no máximo 20km por exemplo.

Você tem consciência hoje daquilo que você já experimentou, é o máximo que você acredita que consegue. Se você não é um maratonista, seria impensável correr 40km, seria impossível. Mas não é! Tanto é que um maratonista está lá fazendo isso e um dia, a um bom tempo atrás, ele também não corria os 40km.

Então, por que existe a limitação?

É a forma como você enxerga o mundo e a si mesmo. Como disse, crenças limitantes não são coisas boas nem ruins, por um lado elas podem ser sadias porque permitem que você não enlouqueça.

Não existe limites para a expansão da consciência humana, e sendo assim não existe na verdade limites. O que era impensável a 10 anos atrás hoje é considerado comum, a história está cheia de exemplos.

Mas porque então eu me limito? No nosso processo de aprendizado, quando estamos aprendendo a compreender o mundo, validamos nossas experiências criando, a partir delas, crenças que geram padrões de comportamentos. Se fui amado e acolhido é natural que talvez eu acredite que esse seja um comportamento saudável para mim. Se sofri agressões físicas e psicológicas, também é compreensível caso eu aprenda a ver a mundo dessa forma. Sendo assim eu não vejo o mundo como ele é e sim como eu sou! Quer dizer que a partir do momento que eu crio um padrão ou crença (fundamental para que eu viva nesse mundo) eu passo a filtrar aquilo que vem do mundo, através de meus paradigmas moldando meu comportamento para gerar resultados que comprovem minhas crenças. Isso faz com que eu me sinta amado e reconhecido, nem se for somente por mim. Isso gera uma zona de conforto que nada mais é do que o local onde eu já conheço.

Mas onde ela pode vir a atrapalhar?

Quando situações na vida reeditam acontecimentos não tão positivos já vividos por mim (apertam meus botões) eu me sinto ameaçado e eu mesmo aciono minhas crenças que não me deixam ir em frente. Fico paralisado pelas emoções disparadas frente ao acontecimento seja ele qual for, bom ou ruim, afinal cada um de nós tem as suas próprias limitações. Imagine então a chance de conquistar uma melhor qualidade de vida, um equilíbrio tão sonhado entre a vida pessoal e profissional, ser dono do seu próprio negócio… Mas daí vem aquela voz dentro de mim “isso não é para você!”. Atrapalha, não é mesmo? Ou quando eu sinto que está na hora de descansar mas essa mesma voz me lembra “descansar é para vagabundos!”. E é assim que nossa visão de mundo se volta contra nós! E nos aprisiona!

É aonde por algum motivo, você chega num fato memorável da sua vida, num ponto de encruzilhada. Você chega num momento importante, e aí aquilo que era tudo para você, fica obsoleto.

Quem fica obsoleto? Os resultados. Pra você, sempre a coisa a ser percebida: os resultados.

Por exemplo, você já cansou de correr 20km, e você sente que poderia correr os 40km. Aqui, a crença limitante pode atrapalhar. Ficar onde você está confortável, onde você consegue dominar, mas é isso que você realmente quer? Ou quer, por diversos motivos, conseguir correr uma maratona?

Outro exemplo, é a crença limitante do pai de uma criança. Esse pai desperta quando essa criança começa a entrar na adolescência, na puberdade. É natural que comece a despertar crenças que ele mesmo tenha, limitações, porque ele nunca foi pai, até então, de uma adolescente. Isso é natural, isso não impede de ir em frente. Mas pode impedir por outras questões, como segurança e zona de conforto, que faça com que esse pai fique por ali agindo com seu filho tal qual agiram com ele, mas como cada geração tem os seus desafios, fica fácil perceber que nem sempre essa será a melhor forma de um pai agir.

Estar limitado não significa algo ruim desde que essa pessoa esteja conseguindo obter um bom resultado dentro dessa “limitação”. Agora se por qualquer motivo você se dá conta que está na hora de ampliar esse limite, então você precisará de motivação – motivo para ação!

“Enquanto a motivação dessa pessoa não for suficiente para que ela ultrapasse a sua crença limitante, não haverá um esforço adicional para ir além.”

A crença limitante, de alguma forma, é extremamente útil, pois me mostra aonde eu estou, em que estágio me encontro. Porém não é ela, e sim eu mesmo, que decido permanecer naquele patamar ou estágio. Ninguém mais! Conscientes ou inconscientes nossas crenças estarão sempre atuando, só não podemos é ficar refém delas.